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O outro lado da moeda na luta contra a Covid-19 no Brasil.

O outro lado da moeda na luta contra a Covid-19 no Brasil.

Passados, aproximadamente, cinco meses da chegada do vírus da Covid-19 ao Brasil, algumas reflexões se impõem para que possamos responder a indagação acerca de como o SUS reagiu à pandemia do corona vírus em defesa da saúde pública no Brasil.

Apesar da Constituição da República, em seu artigo 196, garantir a saúde como direito de todos e dever do Estado, sabemos que a implementação de tal diretriz pelo Estado brasileiro sempre foi alvo de inúmeras críticas e impossibilidades financeiras.

A consequência é o fato notório de que, não obstante possuir tal direito, parcela considerável da população brasileira, que pode custear, possui um seguro privado para as horas de dificuldades.

A reflexão que deve ser feita deve ser apolítica e imparcial, a fim de que possamos responder, com a eticidade que se espera de cada cidadão brasileiro, a pergunta acima destacada e, avaliarmos, com isenção, como o SUS brasileiro reagiu à pandemia.

O primeiro ponto que devemos levar em consideração acerca das características do Brasil são os fatos de que:

i) possuímos uma imensa extensão territorial;

ii) somos um dos países mais populosos do mundo;

iii) O Brasil não é um país rico, tampouco desenvolvido cientificamente se comparado a algumas potências mundiais como os EUA.

O segundo ponto é o de que, por ser um país dos mais populosos do mundo, é consequência quase que natural de tal fato,  que o Brasil seria um dos países mais atingidos pelos efeitos maléficos da pandemia no mundo.

O terceiro ponto é o de que não há como se deixar de constatar, diante do fato de que a maioria da população brasileira não possui seguro de saúde privado, que o verdadeiro “front de batalha” contra a Covid-19 está, justamente, nos hospitais da rede de saúde pública, bem como que não há, nem haverá , por limitações financeiras, testes suficientes para testagem em massa para que pudéssemos ter números precisos.

Munidos de tais premissas, podemos tentar chegar a uma conclusão, partindo dos números oficiais noticiados pela imprensa, onde, no último sábado, foi dada ênfase às mais de 100 mil vidas perdidas, em nosso país, em razão da pandemia.

É claro que qualquer análise das estatísticas fornecidas não poderia deixar de nos impactar com o número considerável de vidas perdidas nesta batalha.

A vida é o mais fundamental dos nossos direitos, motivo pelo qual ouso a afirmar que,  sem o direito à vida, nenhum outro direito, por mais fundamental que seja, subsiste.

Mas, apesar de tal ponto de destaque por parte da imensa maioria da imprensa, gostaria, para o fim de responder à indagação que propusemos, de destacar os números oficiais de brasileiros (sintomáticos, atendidos em hospitais), que foram salvos.

Tal número além de expressivo, chegou a ultrapassar os números oficiais do país mais rico do mundo e, também, um dos mais desenvolvidos cientificamente.

Isto, pois, em razão de sua dimensão territorial e populacional, seria um dos países que mais poderia sofrer, em grau semelhante de intensidade ao do Brasil, com os males da Covid-19. 

Por tal razão, tal comparação estatística teria uma efetividade científica mais adequada para que possamos averiguar o êxito, ou não, do sistema de saúde pública brasileiro na pandemia.

A matéria jornalística intitulada “Brasil supera a marca de 660 mil recuperados de Covid-19” (1), nos mostra um outro lado da mesma moeda, também utilizando os números oficiais liberados, no mesmo dia em que ultrapassamos o número chocante de 100 mil mortes.

Tal ponto da estatística deveria ser mais destacado pela imprensa para que a população brasileira pudesse manter a saúde mental e aplaudir os funcionários de saúde pública que, mesmo sem as melhores condições de trabalho, se comparadas com as dos países mais ricos do mundo, deram uma resposta muito considerável e eficiente , impedindo que o número de óbitos pudesse ser ainda mais avassalador.

Por isso, respondendo à indagação proposta e  valendo desta mesma estatística oficial de pessoas testadas no Brasil, não há como deixar de responder afirmativamente à questão proposta e reconhecer o maravilhoso trabalho da saúde pública Brasileira, que, dentro de sua peculiar realidade, não só técnica como financeira, fez e, ainda está fazendo, um dos melhores trabalhos do mundo no combate aos efeitos maléficos da pandemia em prol da saúde do povo brasileiro.

É chegada a hora, então, em prol da reconstrução do nosso país e de nossas famílias, de um processo gradual de retomada às atividades cotidianas. Apesar da imensa destruição emocional da humanidade, no Brasil, vamos retomar cientes de que possuímos um dos melhores “exércitos” de qualificados e eficientes profissionais de saúde pública do mundo.

(1) https://www.bol.uol.com.br/noticias/2020/06/25/brasil-assume-primeiro-lugar-em-numero-de-recuperados-de-covid-19.htm acessado em 09.08.2020

Rio de Janeiro, 09 de agosto de 2020. (Publicação Original)

Professor Dr. Milton Delgado Soares

Instituto AVA Tópicos - www.avatopicos.com

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